Curioso resulta comprovar como entre a informação dos jornais generalistas publicados na Galiza e NOS diário, ou aqueles que vivem esforzadamente também sem ajudas, evidenciava-se claramente uns conceitos diferentes de país e do próprio. Aprovause no Congresso a transferência da AP-9 a Galiza, depois de décadas de demandas institucionais, iniciadas num governo autonómico de PSOE-BNG, chegando a um acordo unânime no Parlamento galego, seguido de desencontros sobre financiamento e prorrogas, sempre impulsado polo BNG e aparentemente também pola Xunta.
Curiosamente deputados do PP que se chamam galegos, porque nasceram na Galiza, e o resto de PP, VOX e UP na câmara baixa votarem em contra da transferência, inútil e insuficientemente. O PP espanhol e dolorosamente também o galego nos tem habituados a tomar medidas que rebaixam a autonomia de Galiza, mas resulta inverossímil este posicionamento com uma prorroga da concessão, ilegítima, tomada por um governo espanhol presidido por Aznar e com maioria do PP.
Como informam os jornais editados na Galiza de este acontecimento? Na portada de Faro de Vigo não há referência, aparece na pag. 16 rebaixando o acordo a um emprazamento para negociar. Na primeira pag. de La Voz escueto requadro lateral que dize “El Congreso aprueba la transferência de la AP-9 a Galicia” e remite-nos á pag. 4 que inicia com “demanda histórica resuelta com dudas…”. La Región na portada e no interior ignora o tema. Nos três casos importa mais o tema Zapatero.
O PP mostrasse antigaleguista, também se opuso a que se empregasse o galego no Senado e na EU, do mesmo jeito que é anticatalanista e antivasco. Os próprios diputados ou senadores eleitos polas nacionalidades em Madrid podem votar, sem rubor, em contra dos interesses da sua própria demarcação. E todo justifican repartindo dinheiro á imprensa de pesebre cobarde e insolidaria.
Quinta do Limoeiro, setembro 26.





