
Caminha | Foi deveras assinalável a presença de forasteiros no dia de ontem, em que Caminha e Vilarelho celebraram a Festa do Corpo de Deus, com particular incidência durante a passagem da procissão em que pontificaram as imagens de S. Cristóvão (imponente pela sua altura) e de S. Jorge a cavalo (facto inusual nestas celebrações religiosas), sobre os tapetes elaborados por centenas de voluntários durante a madrugada.
Este ano, foi mais custoso devido à chuva que teimou em aparecer, o que levou a própria presidente da Câmara Liliana Silva a confessar, com algum humor é evidente, que “este ano o S. Pedro não quis nada connosco”. Logo após a procissão sair da Igreja Matriz, ao entrar na Rua Direita, deparamos com dois turistas americanos estasiados (“very nice”, assinalaram) com o que estavam a presenciar, fascinados com toda a envolvência que o desfile religioso proporciona.

Este casal oriundo do Arizona, alugaram um carro no Porto, cidade que percorreram, e vieram seguidamente visitar o Minho, chegando a Caminha “por acidente”, deparando-se com esta festa, decidindo ficar até ao fim, após percorrerem os itinerários dos tapetes floridos das duas povoações, o que os encantou. António Pereira, de Vilarelho, e Jorge Filipe, de Azevedo, já perderam a conta às vezes que participaram nesta “tradição” confessou-nos o primeiro, após receberem o convite da Confraria, acrescentou o segundo. Fazem-no porque “gostamos de comparticipar”, admitindo ser necessário ter algum físico, nas se “o pessoal for bem enquadrado na questão das alturas, leva-se facilmente o andor”, garantiu o segundo, reforçando António Pereira que “com boa vontade faz-se tudo”. Ao passarem por tanta gente que ladeia a procissão, ouvem comentar muitas vezes que “possivelmente, é difícil”(….)”por ser pesado”.




