Tambem eu, como Martin Luther King, teve um sonho. Tenho o sonho de acordar uma manhã, preferentemente um 25 de julho, com a Alba de Gloria, que relatou Castelao, conseguida. Sei que é um sonho, impossível já pola minha idade, mas renovou-me a ilusão quando a compostelana A.C.O Galo respondeu ao meu sonho confirmando que também eles tenham a ilusão e que por isso cada ano organizam os atos de subida ao Monte Sacro e leitura do Alba de Gloria, no que teimosamente insistiram até que se cumpra, e que se cumprirá passem 200 como 300 anos.

Que a Galiza da dignidade, a Galiza identitária, abençoe ao Galo porque poderei levar comigo sua ilusionam-te promessa ao mundo do esquecimento. Mentras tanto, como todos os anos, irei agasalhar a minha nação galega o dia 25, na in morrente Compostela, berrando muito alto “Galiza Nação”, contraposto aos interesses religiosos e centralistas que nos uniformizam, nos desgaleguizam e colonializam. A vaca que desde sempre come na Galiza segue a ser ordenhada em Madrid e os galegos precisamos tomar consciência de que só nós seremos capazes de aproveitar o nosso e manifestá-lo assim na rua. A manifestação de galeguidade do Dia da Pátria ateigará como sempre ruas e praça. Ainda lembro o ato institucional organizado polo Concelho de Compostela, no 2.023, no Teatro Principal, ateigado de gente e com uma posta em escena e contidos de muita altura, no que tambem desfilou aquela Santa Companha de galegos e galegas ilustres que sinalava Castelao, começando por Prisciliano e finalizando por Bóveda, com seus méritos, música, entrega de prémios e como remate um formosíssimo discurso da alcaldesa, Goretti SanMartín, emotivo na análise da Alba de Gloria de Castelao e esperançador no que já era Alba de Compostela.
Ei seguir com meu sonho. E com a nova alcaldesa de Compostela e a Associação. Cultural. O Galo podo sonhar no futuro de uma verdadeira Alba de Gloria.
Quinta do Limoeiro, junho 2026





