Monção investe no centro histórico

“Estas obras não vão limpar a face do centro histórico. Estas obras vão mudar-lhe a face, para melhor, bastante melhor” António Barbosa

Monçao | Com a intenção de promover e modernizar a imagem da sede do concelho, a autarquia monçanense vai investir na requalificação do centro histórico da localidade, intervindo, numa primeira fase, na Praça da República, Rua 25 de Abril, Largo da Alfândega, Rua General Pimenta de Castro, e Rua Eng. Duarte Pacheco.

Os objetivos desta intervenção, faseada e profunda, incidem na salvaguarda e valorização das muralhas, no enquadramento cénico e patrimonial do núcleo urbano, no reforço do relacionamento entre o casco urbano e as urbanizações envolventes, e na otimização da circulação automóvel e pedonal.

Em síntese, pretende-se a implementação de um desenho urbano contemporâneo que, por um lado, respeite o passado e configure uma perspetiva de futuro e, por outro, complemente harmoniosamente o tráfego automóvel e a atividade humana.

Os primeiros trabalhos, que terão início entre três a quatro meses, terão lugar na Rua 25 de Abril. O projeto, apresentado ao público no passado dia 12 de março, feriado municipal, recebeu comentários elogiosos dos presentes e congratulações pela qualidade e dimensão da empreitada.

António Barbosa referiu-se, ao conjunto dos investimentos, como um “projeto ambicioso, arrojado e complexo” que promete “atrair gente ao núcleo urbano da vila” e “revitalizar a atividade comercial”. Acrescentou: “Estas obras não vão limpar a face do centro histórico. Estas obras vão mudar-lhe a face, para melhor, bastante melhor”.

A Rua 25 de Abril é delimitada por um muro contínuo de contenção de terras que, por indefinição do lugar, gera um espaço urbano descaraterizado. A intervenção neste eixo viário tem como objetivo geral a criação de uma nova imagem no local, mais contemporânea, atrativa e próxima das pessoas.

O atual muro de contenção de terras entre a antiga estação da CP e as Portas do Sol, cederá lugar à construção de dois novos edifícios, cuja finalidade passa pela dinamização do comércio local, com capacidade para oito estabelecimentos comerciais.

Nesta área, também se procederá à reorganização da circulação de trânsito, mantendo-se os dois sentidos, disciplinando-se o estacionamento automóvel e criando-se zonas seguras de circulação para peões. No largo da antiga estação da CP, deixará de existir o conceito de rotunda, procedendo-se à reorganização dos acessos naquele espaço.

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