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Empresários do Alto Minho reúnem-se com o embaixador da Alemanha

Empresários do Alto Minho reúnem-se com o embaixador da AlemanhaRealizou-se no passado dia 6 de julho, mais um encontro inserido no ciclo de “Encontros Alto Minho INVEST”, entre empresários do Alto Minho e o embaixador da Alemanha em Portugal, Ulrich Brandenburg. Este encontro, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em parceria com a Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), permitiu dar a conhecer as potencialidades turísticas e empresariais do Alto Minho e proporcionar a partilha de experiências, conhecimentos e a aproximação dos empresários ao mercado alemão.

Na sessão de abertura deste encontro empresarial, José Maria Costa, presidente da CIM Alto Minho, fez um breve enquadramento do território, abordando os sectores económico, social e turístico. Para José Maria Costa, o Alto Minho é um território “amigo do investimento e do investidor”, salientando os fatores decisivos para a competitividade e atratividade empresarial e turística do Alto Minho, nomeadamente, o regime de incentivos de natureza fiscal; a disponibilidade de recursos humanos qualificados; um ambiente acolhedor e de paz social; a proximidade com dois aeroportos internacionais e com os portos de mar de Viana do Castelo, Leixões e Vigo; uma rede de espaços de acolhimento empresarial e uma boa rede de infraestruturas rodoviárias.

Durante a sua intervenção o diplomata alemão fez uma apresentação da situação económica da Alemanha e das relações comerciais com Portugal. De acordo com o embaixador, a Alemanha, com cerca de 82 milhões de habitantes (16% dos habitantes da União Europeia), é um dos mercados mais atrativos da Europa, registando um crescimento económico nos últimos anos e com uma previsão de crescimento para este ano de 1,7% e de 1,8% para 2016, influenciada pelo aumento do consumo interno e pela desvalorização do euro.

Ulrich Brandenburg destacou que a Alemanha é o “segundo parceiro comercial de Portugal, ao mesmo nível que a França” e “o segundo maior cliente das exportações de Portugal”. Os principais sectores para investimento na Alemanha são, segundo o embaixador, o turismo, a indústria automóvel e componentes para veículos automóveis, a alta tecnologia, as energias renováveis e o sector agroalimentar (principalmente frutas e vinhos), salientando que, no ano passado, houve um aumento de 40% das exportações do vinho verde para o seu país.

Aludindo ao sector do turismo, o embaixador alemão referiu que Portugal representa apenas 1% dos destinos mundiais dos turistas alemães e que existe uma grande margem para o país subir no ranking de destinos mais procurados pelos turistas alemães, sobretudo, no que se refere ao “turismo de cidade”, aconselhando o investimento em catálogos e a sua promoção junto de agências de viagem e operadores turísticos.

O diplomata recomendou também o contato com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã e o AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para as empresas que queiram estar presentes no mercado alemão.

No que se refere às condições oferecidas pelo território português para investimento alemão, destacou como vantagens competitivas a qualidade ao nível das infraestruturas das zonas empresariais, a acalmia sócio laboral, a baixa mobilidade geográfica e laboral, e a disponibilidade de mão-de-obra qualificada, particularmente, de nível superior. Como aspetos a melhorar salientou o facto de haver um déficit de pessoal técnico qualificado, sugerindo a aposta na formação técnica em resposta às necessidades das empresas.

No final deste encontro José Maria Costa assegurou que é intenção da CIM Alto Minho continuar a promover este tipo de iniciativas no âmbito do próximo quadro comunitário, assim como a presença de empresas e dos principais clusters regionais em feiras e missões empresariais.
A visita do embaixador da Alemanha integrou ainda uma visita à multinacional alemã Enercon, uma das maiores empresas mundiais de fabricação de geradores de energia eólica.

Publicado o 7 Xul 2015 en Alto Minho, Economía, Portada.
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