Votar, votar, votar!

O voto é a forma legal de escolher quem nos representará politicamente e é condição indispensável ao exercício da cidadania, já que através dele, o cidadão torna-se eleitor.

Quando votamos, delegamos as nossas funções para outras pessoas. Alguém que julgamos que vai representar-nos. Alguém que lute por nossos direitos.

Ciente do quadro de responsabilidade de cada candidato eleito, temos que eleger alguém que seja o nosso espelho, que tenha os mesmos ideais, que veja o país da mesma forma que nós, que as suas aspirações também sejam as nossas, e que as suas propostas vão de encontro aos nossos objectivos.

Alguém que seja leal, íntegro, verdadeiro, que saiba o que é ter moral; alguém por quem nos orgulhemos de votar nele. Temos que verificar se ele já actuou em algum período como político e quais foram os seus feitos. E se ele for candidato pela primeira vez, temos que examinar os seus projectos. E além disso, temos que analisar os ideais do partido ao qual pertence o nosso candidato, e quais as filosofias do partido e se este lhe garante independência para não ficar refém de estratégias e interesses de que discordamos.

O nosso voto é muito precioso, dele depende o nosso futuro, o futuro de uma nação, o futuro da nossa região.

Procedendo desta forma, escclarecendo e incentivando aos que estão próximos de nós a agir deste modo, pelo menos é um bom começo para votar certo.

É de extrema importância que saiamos do nosso casulo, da nossa zona de conforto, pois precisamos ter consciência de que o resultado de uma escolha mal feita prolongará um quadro de crise moral e ética que visualizamos hoje ao nosso redor e que tanto nos envergonha e entristece.

A crise económica atravessada pelo país nos últimos anos, somada a um cenário político agitado por uma infinidade de denúncias de corrupção, levaram a população a uma situação de descrédito em relação à classe política e até às instituições públicas do país. O desalento geral fica evidente quando se analisam os resultados dos motivos do crescente abstencionismo junto do eleitorado.

E essa opção começa em nós! Dela depende o nosso futuro e o Alto Minho!

Tomado de “Minho Digital

Director / Editor de Minho Digital.

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