Paredes de Coura: “uma startup política que assume os problemas como desafios”

Assim define o seu presidente Vitor Paulo Pereira o seu novo executivo
Vitor Paulo Pereira na tomada de posse para o seu terceiro mandato à frente da Câmara de Paredes de Coura.

Paredes de Coura | “O futuro do território não está dependente da nossa posição no país relativamente ao centro, mas sim da nossa capacidade de criar ou da nossa capacidade de enfrentar os desafios de uma sociedade que será muito diferente”, apontou Vitor Paulo Pereira na tomada de posse para mais um mandato, o terceiro, à frente da Câmara de Paredes de Coura.

Acreditando assim que a sua equipa não terá dificuldades de adaptação ao novo rumo que o mundo tomará:”Na verdade, confesso-vos, que não somos uma Câmara Municipal tradicional que apenas se preocupa em fazer o esperado e manter-se no poder. O nosso modo de governança e de ação aproxima-se mais de uma startup política que assume os problemas como desafios, que luta muito pelas ideias em que acredita e que olha para o impossível com indiferença. Apesar de existir uma hierarquia bem definida, esta é flexível e invisível, o que nos ajuda a manter a coesão institucional, a agilidade e a eficácia governativa”.

Perante os muitos courenses e não só que acorreram ao Centro Cultural para assistir à cerimónia de Tomada de Posse e Instalação da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Paredes de Coura para o mandato de 2021 a 2025, o Presidente da Câmara eleito recuperou que “uma terra não é feita de terra ou de fronteiras, mas da memória que liga o passado ao futuro.

Assinando a constitução do novo executivo.

E nessa memória, que é um legado simbólico, vive o exemplo de muitos courenses que deram muito da sua vida por Paredes de Coura. Abrem-se as portas deste lugar a Frei Redento da Cruz, a António Pereira da Cunha, a D. António Mendes de Carvalho, a Bernardo Chousal, Miguel Dantas, a Narcizo Cândido Alves da Cunha, Casimiro Rodrigues de Sá, a Bernardino António Gomes, Albano Barreiros de Oliveira, a José Joaquim Gomes, a José Luís Nogueira e tantos outros que fazem parte desta gesta heroica que, através dos seus exemplos, nos inspiram para as lutas e para os desafios que pairam ao longe”.

Consciente que tem de ser digno desta memória construída, Vitor Paulo Pereira destaca: “a herança que nos deixam é essa memória, esse legado simbólico que nos envolve e que nos abraça. É como um amor perpétuo que nos liga à terra e que, exige cada vez mais, numa prova incessante. Nós os courenses, de agora, temos de continuar a alimentar esta força e ser dignos da herança dos nossos antepassados”, sublinhou, acrescentando que “esta é a História do princípio de uma terra orgulhosa de séculos que não vive do passado ou das conquistas, mas que nasce todos os dias. Amanhecerá amanhã e estamos dispostos a começar um novo caminho. Famintos de infinito e cheios de sonhos partiremos sem alarido porque quem ama cuida em silêncio”.

“Temos um projeto e um modelo de desenvolvimento”
Apostado em fazer tudo que for possível para garantir que Paredes de Coura corresponda aos sonhos dos seus filhos, Vitor Paulo Pereira e a sua equipa prometem estar à altura das circunstâncias e tudo farão para responder às expectativas que geraram nos courenses.

“O que fica para a história é que o Partido Socialista apresentou, desde 2013, três candidaturas fortes que tiveram 3 maiorias absolutas e inequívocas, que mostram um reconhecimento pelo nosso trabalho. Com serenidade, mas com firmeza, procuraremos sempre os caminhos do diálogo e do compromisso com os outros partidos, mas sem fugir à responsabilidade de decidir. Sabemos o que queremos e sabemos para onde queremos ir. Temos um projeto e um modelo de desenvolvimento”, apontou, acrescentando também que “a política é uma missão e o exemplo perfeito da cidadania. Não nos interessa a política como instrumento de poder ou meio de afirmação pessoal. A política é, para nós, uma forma de servir, um instrumento que nos permite fazer bem o nosso trabalho para resolver com eficácia os problemas das pessoas”.

O presidente da Câmara eleito reconhece que o sucesso político é feito de grandes projetos, mas também é feito da resposta que se dá aos pequenos problemas das pessoas: “O que fizemos nestes últimos 8 anos foi verdadeiramente notável. Ultrapassou as nossas melhores expectativas. Vencemos desafios que pensávamos insuperáveis, batalhas que pensávamos impossíveis de vencer”, recordou Vitor Paulo Pereira, ao mesmo tempo que dirigia um cumprimento muito especial à sua equipa que ao longo destes 8 anos foi incansável e responsável por muitas conquistas e vitórias para o povo de Paredes de Coura.

“O nosso governo esteve sempre atento ao nosso trabalho e ao nosso desempenho. O senhor Primeiro Ministro, António Costa, visitou 4 vezes o nosso concelho e foram 9 os senhores Ministros e 15 os secretários de Estado que vieram ver o trabalho que nós, conjuntamente com os empresários e instituições estávamos a fazer para o desenvolvimento de Paredes de Coura. E acreditam que todos ficaram verdadeiramente impressionados com a nossa capacidade de trabalho”, observou orgulhosamente, enumerando muito do que foi feito, como os investimentos nas freguesias, a requalificação de inúmeros equipamentos sociais, desportivos, escolares e educacionais que melhoraram muito a qualidade de vida de todos os courenses.

No centro da inovação e da competitividade territorial
“Estou a lembrar as obras da Escola Secundária, do Pavilhão Gimnodesportivo, das Piscinas, Centro Cultural, Caixas dos Brinquedos e da Música, do Quartel das Artes, do Mercado Municipal, do Centro Coordenador de Transportes, das obras de regeneração urbana da vila, da fibra ótica e da iluminação Led em todo o concelho, do alargamento e requalificação das Zonas Industriais, da criação da nova Zona Industrial de Linhares, da ligação à autoestrada A3, da implantação em Paredes de Coura dos novos sectores: farmacêutico e metalúrgico e podia continuar toda a noite com mais exemplos.

No total investimos quase 40 milhões de euros. E continuamos com boas contas e com capacidade de investimento para o que aí vem”, garantiu Vitor Paulo Pereira, para quem toda esta nova dinâmica, de captação de investimento e criação de emprego, não pode ser desenhada fora de uma nova estratégia para habitação.

O público presente na tomada de posse.

“A habitação, a preços compatíveis com os rendimentos das famílias ou na forma de arrendamento, será uma das grandes apostas para este novo mandato e que ainda arrancará este ano”, vincou o autarca, sustentando que a habitação é fundamental para suportar o crescimento industrial, como é indispensável para fixar e captar talento.

O presidente da Câmara eleito recordou também que nem no contexto da pandemia o seu executivo perdeu o foco. “Aliás, foi neste tempo difícil que conseguimos implantar em Paredes de Coura a primeira fábrica de vacinas do país que abrirá as portas a muitos jovens licenciados que poderão viver e trabalhar em Paredes de Coura numa área altamente inovadora e profissionalmente gratificante.

Este investimento coloca Paredes de Coura no centro da inovação e da competitividade territorial, ao permitir a criação de um novo polo de biotecnologia entre o Norte de Portugal e Galiza. Esta é que é a verdadeira euroregião”, explicou Vitor Paulo Pereira, aproveitando a oportunidade para cumprimentar o Magnífico Reitor da Universidade Minho, o Professor Rui Vieira de Castro, manifestando “a mais profunda gratidão por toda a colaboração que a universidade tem desenvolvido com o município, em várias áreas e em muitos projetos estratégicos”.

Brevemente no ranking dos concelhos mais exportadores da região norte
O autarca não tem dúvidas que Paredes de Coura está a crescer e a crescer bem. Que muito brevemente entrará para o ranking dos concelhos mais exportadores da região norte. Mas também sabe que, no presente, “a crise assusta a maior parte dos agentes económicos e as famílias.

Todavia, a mensagem que trazemos é de esperança. Nos próximos tempos procuraremos estar sempre próximos daqueles que sofreram mais os efeitos indesejáveis desta pandemia”, relembrando que “em Coura foram sempre as dificuldades e as nossas capacidades de superação que determinaram o nosso destino”, concluiu, sem antes deixar uma última mensagem.

“Para compreendermos uma vida ou um tempo temos que juntar tudo para percebê-la: fábricas, livros, meninos a tocar trompetes, legos, estradas, casas felizes, chuva, solidão, alegria, tristeza, coragem, fortuna, derrota, felicidade, fragilidade, vitória. Tudo, tudo. Para compreender uma vida ou um tempo é preciso contar histórias. Espero sinceramente que um dia alguém conte a nossa história, não para a vanglória egoísta, mas para que esta seja inspiração para os nossos filhos, que terão a missão de continuar a escrevê-la. Não lhes deixamos nenhum conselho, apenas lhes segredamos aos ouvidos: nenhum dia sem sonho. O futuro só espera pelo audazes”, sublinhou.

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