Irmandade do Vinhos Galegos.

Ainda era o seculo XX, d.c., quando três galegos de raça, pausados, com cabeça e algo angariados, se reuniam numa conspiração tabernária para colaborar num futuro de maior qualidade, prestígio, difusão de um dos sinais de identidade do povo galego, o vinho e a vinha. Os tão prestigiados vinhos galegos na Idade Media, exportados desde o S. IX ao XVII a Inglaterra, Flandes e outros países de Europa, sofreram um golpe quando perdem o comercio de Inglaterra, sem possibilidades de recuperação pola a chegada de épocas de pobreza e logo, no S. XIX as plagas das vinhas, a pesar do que conseguiu recuperar-se com a exportação a América, onde o Ribeiro acaparou grande fama, mas o golpe militar do 36 ocasionou um grande abandono da industria do vinho conseguindo só recuperar-se depois do 1985 com os fundos da EU e o esforço impagável de vários empresários vinícolas que retomaram as castas tradicionais galegas e a elaboração dos vinhos.

Nestes tempos de recuperação andavam os nossos conspiradores tabernários na procura de uma colaboração eficiente com a coragem dos que faziam realidade o novo tempo; nessa reunião nasceu o projeto de constituir associação de pessoas interessada no mesmo fim; convocarem a homens amantes de Galiza e seu vinho, que responderam em perto de um centenar dos que 60 concorremos um 4 de março de 1995 ao Castelo de Vilamarim onde nasceu a Irmandade dos Vinhos Galegos; aprovarem-se estatutos, fins, governanza, primeiro Sanedrim, gozamos do bom vinho e da amizade na que nos unia o amigo comum: o vinho galego.

No próximo 4 de março a Irmandade cumpre 35 anos, período de tempo no que fomos felices e nos divertimos, conservamos e acrescentamos nossa amizade e em especial fomos embaixadores e propagandistas dos nossos vinhos, difundimos sua categoria, aprendemos e insinamos, falamos com vinhateiros e colheiteiros, demos ânimos aos que começaram com novos experimentos ou comentamos os defeitos a retificar, alem de visitar comarcas vinícolas, vilas, adegas e conhecer grande parte do património arquitetónico, cultural e gastronómico de este grande país, de ganchete em muitas ocasiões com nossos confrades do vinho verde e outras confrarias irmãos de alem rio Minho. Alguns amigos deixamos polo caminho, aos que rendemos tributo de amizade e lembrança em cada Capítulo.

Com estes antecedentes o Supremo Sanedrim de esta necessária Irmandade, fazendo realidade a vontade da Assembleia acordou:

CONVOCAR O CAPÍTULO DO EQUINOCIO DE PRIMAVERA para o dia CATORCE DE MARÇO (14.03) NO PAZO DE VILAMARIM (Amoeiro, Ourense), em que contamos com todos os irmandinhos, aberto as nossas confrarias irmanadas, confrarias vinícolas amigas de alem e aquém Minho, a todos os que nos acompanharam no ato constituinte da Irmandade que causaram baixa, por vontade própria, e a aqueles homens de boa vontade e amantes dos bons e generosos vinhos galegos que participem da nossa filosofia.

Os atos decorreram de seguinte modo.
11’30 a 11’45 h. CHEGADA ao Pazo e primeiros saudos e reconhecimentos.
12h. NA CAVALEIRIZA. Tratamos de começar pontualmente pois são diversos os atos. Cata comentada de três vinhos brancos e dous tintos:

1. Brancos:
“A Coroa”, de adegas A Coroa.- “Mar de Ons” barrica, de adegas Aguiuncho.-”Val de Nairoa”, de adegas Nairoa,

2. Tintos:
“Manuel D’Amaro”, sousom do Señorio de Rubiós.- “Mil Rios”, garnacha Barrica, da adega Terriña.
13’15 h. No remate da cata, que consideramos aproximadamente esta hora, entrega aos assistentes irmandinhos o livro “A Ribeira Sacra Histórica” da autoria do nosso irmandinho Alberto Cacharron, do que a Deputação nos cede gratuitamente 60 exemplares.
13’30 h. Desde a balconada interior do pátio a Banda de Gaitas da Deputação começará sua atuação, descenderá as escadas e nos acompanhará até a Capela
13’45 h. NA CAPELA do Pazo, leitura da primeira ata, constituinte, referência aos fundadores da Irmandade, juramento de novos irmandinhos, leitura da lembranza aos irmandinhos no alem.
14’15 h. No PATIO INTERIOR, aperitivo consistente em empanada, callos, e orelha picada, com animação a cargo da Banda de Gaitas.
15 h. No COMEDOR do primeiro andar, ALMOÇO enxebre, consistente em Polvo á feira; Churrasco com chouriço galego; tarte de queijo com bica amanteigada.- Cafes, chupitos.
Os vinhos para o aperitivo e almoço são os seguintes: Branco “Adeus”, treixadura e torrontés; tinto “A Telleira”, mencia. Ambos de adegas Campante.

Temos encargado também a Augusto Rodrigues, de Faro de Vigo, uma reportagem fotográfica dos atos, do que se vos entregará copia por c.e.

AGRADECEMENTOS: Fundamentalmente ao Sr. Presidente da Deputazom de Ourense que nos cedeu gratuitamente o uso do Pazo, suas diversas dependências e mobiliário no interior, assim como a atuação da Banda de Gaitas da entidade e obsequia-nos com o livro da autoria do irmandinho Alberto Cacharron, titulado “A Ribeira Sacra Histórica” – Confiamos em que assista a algum dos atos.

A Presidenta de Galicia Calidade, Ana Mendez, que nos proporcionou gratuitamente os vinhos para a cata. À o irmandinho Serafin Medina de Adegas Nairoa que nos facilitou as copas para a cata e algumas mesas para completar o mobiliário existente

Antes de rematar só um aponte económico: Todo fica muito caro, ainda que sempre há pessoas ou empresas generosas que nos cedem gratuitamente vinhos para a cata, de todos jeitos a equipa económica me informa de que o custo da festa será de 60 € per cápita.

E com tudo esto, fica convocado o Capítulo do equinócio de primavera, rematada a convocatória e só ficardes vos anotando-vos com premura, entretanto recebide o abraço fraternal e báquico de

Nemésio Barxa.- Preboste.

Advogado. Ourense - Vigo - Porto

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