Inovação territorial e digitalização entre apostas de Valença e Tui até 2030

Através da Estratégia e Plano de Ação 2030, ao abrigo do projeto europeu Unicidade

Valença | Inovação territorial, urbanismo, infraestruturas, meio ambiente, energia, desafio demográfico, bem-estar social e digitalização são os seis eixos do plano de ação para 2030 da eurocidade que junta Valença, no Alto Minho e Tui, na Galiza.

O documento, apresentado no teatro municipal de Tui, foi elaborado pelas duas autarquias que desde 2012 formam a primeira eurocidade entre a Galiza e o Alto Minho. A Estratégia e Plano de Ação 2030 foram elaborados ao abrigo do projeto europeu Unicidade, integrado no programa de Cooperação Interreg VA Espanha-Portugal 2014-2020 e, é cofinanciado, em 75%, pelo Fundo da União Europeia para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

“O principal objetivo da Estratégia 2030 é servir como guia para a continuidade da cooperação transfronteiriça e do crescimento sustentável da eurocidade Tui e Valença, fortalecendo as relações institucionais existentes há mais de uma década entre os dois municípios”, lê-se no documento.

“O principal objetivo da Estratégia 2030 é servir como guia para a continuidade da cooperação transfronteiriça”

No discurso que proferiu na sessão de apresentação do plano de ação, o presidente da Câmara de Valença, José Manuel Carpinteira, disse tratar-se de um documento “importante para mostrar” que ambas as cidades [Valença e Tui], estão “imbuídas de um espírito de maior cooperação e, preparadas, logo que abram avisos serem as primeiras” a concorrer aos fundos comunitários.

Carpinteira destacou que a “eurocidade está localizada na fronteira mais movimentada da Península Ibérica, em pleno centro da eurorregião Galiza – Norte de Portugal, entre os aeroportos de Vigo e Porto e os portos de mar de Vigo, Viana do Castelo e Leixões. Somos, portanto, um espaço singular com um potencial imenso”.

Já o Alcaide de Tui, Enrique Cabaleiro, disse esperar que a parte administrativa do reconhecimento de personalidade jurídica ser resolva o mais rapidamente possível para “levar por diante o projeto estratégico” hoje publicamente apresentado.
Enrique Cabaleiro enfatizou que “o país vizinho [Portugal] não é um concorrente, em nada”.

“O país vizinho complementa-nos, em todos os âmbitos. Temos uma magnífica relação, muito fluida e temos a responsabilidade de incentivar cada vez essa relação. A criação da eurocidade foi um primeiro passo, mas Valença e Tui aspiram a mais. A trabalharem independentes e a consolidar este extraordinário relacionamento”, observou.

A Estratégia e o Plano de Ação 2030 da eurocidade Tui e Valença, apresentada no dia em que se assinala a cooperação europeia, prevê ações nas áreas do urbanismo, infraestruturas, mobilidade, transporte, conectividade, acessibilidade, governação transfronteiriça e gestão conjunta de serviços transfronteiriços.

O desenvolvimento económico, inovação territorial, meio ambiente e energia, digitalização, desafio demográfico e bem-estar social, são outras das apostas.

Segundo José Manuel Carpinteira, a candidatura dos projetos previstos no plano de ação para os próximos oito anos será formalizada até final do ano e vai ser elaborada com base no plano estratégico hoje foi apresentado, sendo que “só depois da sua aprovação é que as autarquias saberão os montantes que terão disponíveis”.

Além daquele documento, foi ainda apresentada uma plataforma digital de gestão de serviços partilhados e um ‘website’ oficial impulsionada pelas Câmaras de Valença e Tui, no âmbito do projeto Unicidade.

Trata-se de “uma ferramenta que permitirá agilizar o acesso digital a equipamentos desportivos e culturais, proceder a reservas/inscrições em eventos e a disponibilização de informações sobre a vida quotidiana de ambos os municípios”.

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