Apresentan o projeto de rotas histórico-culturais “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo”

Abrem portas à descoberta do património do Alto Minho

Viana do Castelo | Foi apresentado hoje, dia 27 de abril, em conferência de imprensa, aquele que é o grande resultado do projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo”, que está a ser desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em conjunto com os 10 municípios do Alto Minho, e que pretende trazer novas propostas de visitação e exploração do património histórico e cultural do território já a partir do próximo mês de maio.

Trata-se da rede de 10 rotas culturais que foi criada no âmbito deste projeto, cada uma associada a diferentes períodos da história, desde a pré-história até à atualidade, nas quais se incluem alguns dos mais notáveis bens patrimoniais da região. São elas: a Rota da Arte Rupestre e do Megalitismo, a Rota dos Castros, a Rota do Romano, a Rota do Românico ao Gótico, a Rota dos Mosteiros, a Rota dos Descobrimentos, a Rota dos Castelos e Fortalezas, a Rota do Barroco, a Rota da Arquitetura Tradicional e a Rota do Moderno ao Contemporâneo.

“Trata-se da rede de 10 rotas culturais que foi criada no âmbito deste projeto, cada uma associada a diferentes períodos da história, desde a pré-história até à atualidade, nas quais se incluem alguns dos mais notáveis bens patrimoniais da região”

Como ponto de partida para a visitação de uma rota, foi criado um espaço físico em cada concelho do Alto Minho, com a designação de Estação ou Porta do Tempo, que se constitui como um centro de recursos partilhados sobre uma determinada rota e que apresenta um conjunto de atrações e experiências interativas que dão o mote para uma “viagem no tempo” que pode ser feita de duas formas: por temática, percorrendo-se o seu itinerário pelos concelhos que a compõem; ou por concelho, descobrindo as diferentes rotas que o incluem.

Na conferência de imprensa, realizada no emblemático edifício do Hospital Velho, em Viana do Castelo, que acolhe entre outras valências, a Estação do Tempo dos Descobrimentos, o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, salientou a importância deste projeto ao pretender valorizar um conjunto de rotas em que o Alto Minho tem grande expressão. “Sendo o Alto Minho uma das regiões do Norte de Portugal com maior número de imóveis classificados, houve uma preocupação em preservar, valorizar e divulgar todo este património”, referiu José Maria Costa, acrescentando que “o Alto Minho tem monumentos de grande representatividade histórica, que poderão ser agora visitados em contexto de rotas e até mesmo ser explorados ao nível da visitação pelas escolas e agentes turísticos”.

No decorrer desta sessão foi ainda dada nota de que a Estação do Tempo dos Castros, localizada na Casamata da Porta do Rosal, em Monção, será inaugurada no próximo sábado, dia 1 de maio, e a Estação do Tempo dos Romanos, na Casa do Arnado, em Ponte de Lima, será também inaugurada no dia 18 de maio. Arcos de Valdevez e Viana do Castelo também têm já as suas estações do tempo concluídas, sendo que a de Arcos de Valdevez, situada na Igreja do Espírito Santo e dedicada ao Barroco, está já aberta ao público. Nos restantes municípios, as estações do tempo ficarão concluídas progressivamente até finais de julho, no sentido de, apesar do atual contexto pandémico, se tornarem, em conjunto, um atrativo regional para o período do verão.

“Vamos ter espaços devidamente apetrechados em cada concelho para acolher as “portas do tempo”, que irão promover a visitação do nosso património histórico e cultural, a mobilidade turística, mas também a criação de novas experiências para quem nos visita”, rematou.

O primeiro Secretário da CIM Alto Minho, Bruno Caldas, explicou a origem deste projeto que começou, nomeadamente, com um processo de mapeamento das necessidades de intervenção ao nível do património cultural e de infraestruturas culturais e que envolveu a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a Direção Regional da Cultura do Norte (DRCN), as comunidades intermunicipais da Região do Norte e da Área Metropolitana do Porto, permitindo, depois, a apresentação de candidaturas ao NORTE 2020. Para Bruno Caldas, o “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” é um “projeto ambicioso que permite conhecer toda a história do território e onde os municípios tiveram um papel fundamental na estruturação destas propostas temáticas e intermunicipais”.

“Com um investimento global de cerca de dois milhões de euros, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (NORTE 2020), dos quais cerca de metade foi alocado aos municípios para a execução das estações do tempo”

Com um investimento global de cerca de dois milhões de euros, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (NORTE 2020), dos quais cerca de metade foi alocado aos municípios para a execução das estações do tempo, o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” incluiu o desenvolvimento de muitas outras atividades, em parceria com diversas associações culturais e recreativas do Alto Minho, uma das quais a AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual, que produziu 10 documentários e cuja estreia está marcada para os próximos dias 3, 5 e 7 de maio, pelas 21h00, no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

De acordo com Rui Ramos, que também esteve presente na conferência de imprensa em representação da AO NORTE, “os documentários viajam por diferentes períodos da história do território, querem dar a conhecer aspetos da identidade cultural do Alto Minho e divulgar bens patrimoniais que são testemunhos de um passado coletivo”. Com início na pré-história, com o megalitismo e a arte rupestre, percorrem a cultura castreja, a romanização, o românico, o barroco, os mosteiros, as fortificações, as viagens marítimas, as arquiteturas tradicionais e o contemporâneo.

Para a sua realização, a AO NORTE contou com a colaboração de especialistas e investigadores em diferentes áreas: Carlos Alberto Brochado de Almeida (megalitismo, cultura castreja, romanização), António Martinho Baptista (arte pré-histórica),  Rui Morais e Rui Centeno (romanização) Pedro Cura  (arqueologia experimental), Paulo Oliveira (mosteiros), Carla Sofia Queirós (barroco e românico), Fernando Cerqueira Barros, António Menéres e Ana Motta Veiga (arquitetura), Luís Fontes (fortificações) e Alberto A. Abreu (Descobrimentos). Os documentários foram realizados por Carlos Eduardo Viana e Rui Esperança (Do Contemporâneo), com produção executiva de Rui Ramos, direção financeira de António Passos, direção de fotografia, montagem e pós-produção vídeo de Miguel Arieira e produção, direção de som e pós-produção áudio de Daniel Deira.

A projeção dos documentários prevê a seguinte calendarização: no dia 3 de maio, segunda-feira, os documentários “Do Megalitismo e Arte Rupestre” e “Dos Mosteiros”; no dia 5, quarta-feira, “Dos Castros”, “Do Românico” e “Das Fortificações”; e no dia 7, sexta-feira, “Da Romanização”, “Do Barroco” e “Das Arquiteturas Tradicionais”.  Os documentários “Dos Descobrimentos” e “Do Contemporâneo” serão exibidos em data a divulgar oportunamente.

Para reserva de bilhetes, deverá ser contactada a bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda através do número 258 809 382. O horário da exibição e o número de documentários a estrear poderão ser alterados em função do estado epidemiológico e das regras em vigor, em maio, relacionadas com o COVID-19.

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