365 días anuais de Letras Galegas.

Todos os dias do ano deveriam ser para ter a oportunidade de comunicarnos em galego com normalidade; para que os galegos podamos viver na nossa lingua como fam os portugueses, esa Galiza idiomatica do Sul. Só precisariamos um pouco de colabiração política e depois que cada individuo tievese a liberdade de empregalo, mas com um ensino uma atenção e uso habitual na Administração pública, nos tribunais na Sanidade, etc.

Socialmente reconhezido como idioma proprio de Galiza e sua sinal de identidade. Politicamente o invasor, o conquistador, o poder colonial tratou de impor seu idioma sobre o proprio do povo invadido. No Reino de Galiza os chamados Reis Católicos, com um sistema de terror de impor dirgentes e funcionarios castelhanos e de excluir o galego do uso social, muito semelhante ao que faria o Ditador Franco no 36, profundarom no conflito idiomático que por todos os atrancos sufridos nos seguintes séculos e até agora desembocou num pais não bilingue, senão diglosico.

Um idioma que pervive a pesar de todos os ataques sufridos para sua extinção por Governos coloniais e ainda polos supostamente proprios. Se o renegado governo da Xunta houvera ajudado só um pouquinho nosso idioma gozaria de uma saude vigorosa e duma implantação social que a duras penas mantem nestes tempos de emergencia. Se ajudara um pouco e respeitara a legislação linguistica não precisaria de anuncios tanto absurdos como com os que vem pagando generosamente aos jornais da sua corda, esse anucio do neno botando a ligua fora da boca que nem na mais benévola das interpretações podia considerá-lo símbolo de consciência culpável nem contrição de coração para remediar o mal que leva feito..

“Um idioma que pervive a pesar de todos os ataques sufridos para sua extinção por Governos coloniais e ainda polos supostamente proprios”

Os feitos o desmentem. Esses anúncios, a quarto de página ou página inteira, que a Xunta vem colgando, e suponho que generosamente pagando, em jornais da Galiza convidando a sacar a língua, sem confusão possivel com a interpretação de “idioma”, por quanto a imagem que acompanha ao texto é um neno botando a língua, “a que leva dentro”, naturalmente o órgão que temos dentro da boca, preciso para falar, mas também entre outras funções, utilizado geralmente como burla. Sempre foi de mala educação sacar ou botar a língua.

E no caso de estes anúncios de pouco vale que em letra mais pequena acrescente que “em galego tees muito que disser” ou “que medre uma língua que dize muito de nos” pois se em realidade a Xunta sentisse a importância do idioma dignificaria e propiciaria seu uso, com a derrogação imediata do Decreto 79/10; e atenderia as advertências do Conselho da Cultura, da RAG, das famílias e do professorado que deixam constatado como a Escola atua como agente desgalizador da rapazada e do progressivo descenso no seu uso; o Comité de Expertos do Conselho de Europa critica igualmente esta atitude da Xunta na educação Primaria e Secundaria.

Advogado. Ourense - Vigo - Porto

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